quarta-feira, 15 de junho de 2011

Lições de Geografia

  Nesse novo século, estamos sendo testemunhas de uma onda de novos conhecimentos e bombardeados de novas informações a cada momento, o que necessita de mais atenção. Isso não é algo novo, vem acontecendo através da história. Conhecemos o aumento de conhecimento e sua necessidade ao decorrer do tempo, da biblioteca de Alexandria a Wikipédia. Mas o que torna exclusivo esse século XXI é a quantidade de informação disponível e nossa visão de mundo sobre ela, influenciando a geopolítica mundial. Esse conhecimento difere do capital, dinheiro ou qualquer outro; no sentido de que ninguém fica sem conhecimento por dar conhecimento. Esse bem inesgotável é promissor para uma sociedade que quer se manter firme ao longo dos séculos, basta voltar ao passado e perceber que os maiores lideres caíram por não saber utilizar essa informação a seu favor, cabe destacar Hitler e Napoleão, que não conheciam o território dos inimigos, por isso perderam uma importante batalha. É nesse momento que entra a geografia, nas palavras de Yves Lacoste: “a geografia serve antes de mais nada para se fazer a guerra”. Não apenas para se fazer a guerra, mas também para evitá-la, como a ONU, um órgão criado pelos aliados ao fim da Segunda Guerra Mundial, que tem por objetivo promover a paz.
  A geografia é uma ciência interdisciplinar, descrita como o estudo da relação do homem e o meio, pois envolve todas as outras ciências de maneira abrangente. Ela está presente na nossa percepção de ambiente e localização, assim como nos campos de batalhas. Mas principalmente, ela é uma analise da realidade. 
Nos tempos de Guerra Fria, onde o mundo estava dividido entre dois pólos de poder, EUA, capitalista e URSS, socialista. Essa analise da realidade tornou-se extremamente importante, pois durante esse período de paz armada o mundo se sentia ameaçado, visto que qualquer passo podia ser entendido como um ultimato e causar uma guerra nuclear. 
  Em meados de 1990, com a queda da URSS, a tensão ideológica e política enfraqueceu. Porém, outras razões tais como desemprego, racismo e corrupção, vem tirando o sono de líderes mundiais. Nesse contexto a intolerância e a ignorância de alguns preocupam governos e da população  pode levar ao que Samuel Huntington chama de “choque de civilizações”, expressão usada para explicar o confronto de nações com ideologias diferentes e fundamentalistas.  
  E como Gandhi já dizia, “A verdade e o amor sempre venceram. Houve tiranos e assassinos e eles pareciam invencíveis. Mas, no final, sempre caem. Pense nisso... sempre...”.

Guerra do Iraque: Prédio do governo iraquiano após ser bombardeado pelas forças americanas. 21/03/2003