domingo, 20 de novembro de 2011

As raízes da II Guerra Mundial

Sem dúvida foi um guerra revolucionária. A Segunda Guerra Mundial é objeto de muitos estudos, pois é fácil constatar que, nossa história recente, em todo mundo, não é compreendida sem o conflito.
Mas o que levou a essa guerra, um dos motivos foi as pesadas exigências do Tratado de Versalhes. A agressão do Tratado, assinado em 1919, teve efeitos contrários, estimulou sentimentos nacionalistas exarcebados e convenceu a Alemanha a planejar uma nova guerra mundial.
A situação alemã nas décadas seguintes ao fim da I Guerra era de caos. A Alemanha mais do que qualquer outra nação da Europa, havia sido abalada pela depressão mundial. As taxas de desemprego passavam dos 30% e o país ainda tinha que pagar grandes somas de dinheiro às nações vitoriosas.
Isso sem dúvidas favoreceu a vitória do Partido Nazista nas eleições de 1933, na qual Adolf Hitler tornou-se chanceler. No ano seguinte com a morte do presidente alemão, Hitler tornou-se Fürher, o grande líder da Alemanha Nazista.  
Quando Hitler assumiu o poder, ele nomeou como ministro da Propaganda Josef Goebbels, que usou meios de comunicação e todo o aparato da propaganda para difundir os ideais nazistas, como a crença de que o povo alemão era superior e pertencia a “raça ariana” e que os judeus, assim como os comunistas, ciganos e homossexuais eram subumanos.
Após a reunião para o Tratado de Versalhes, Woodrow Wilson propôs a Liga das Nações, que tinha o objetivo de resolver conflitos através da Diplomacia e garantir a paz mundial.
Os EUA não participaram da Liga das Nações,por ser contra o Tratado imposto a Alemanha, e o poder ficou nas mãos dos ingleses e franceses que defendia apenas seus interesses.
O Japão e a Itália eram países, assim como a Alemanha, de caráter fascista e os três formavam as potências do EIXO.
A Itália saiu vitoriosa da I Guerra, mas não conseguiu os territórios que queriam, por isso, Mussolini, que havia chegado ao poder depois da Marcha Sobre Roma em 1992, em que os camisas negras desfilaram nas ruas pressionando o Rei Vítor Emanuel III para nomeá-lo como 1º ministro. Mussolini ordenou a Invasão da Etiópia e em 1939 invadiu a Albânia.
O Japão, seguiu os passos das potências ocidentais e aproveitou a guerra civil na China e ocupou a Manchúria em 1936, desencadeando assim uma guerra entre os dois países.
A polônia e a Tchecoslováquia temiam o crescimento do poder militar alemão. A França e a Inglaterra adotaram uma política pacifista e o equilíbrio de poderes.
Essa política de apaziguamento levou o mundo a uma expansão militarista muito forte. Em 1935, a Alemanha passou a desrespeitar o Tratado de Versalhes e iniciou uma ocupação territorial.
A Inglaterra e França estavam assombradas com as lembranças da I Guerra Mundial e toleraram a política expansionista de Hitler. É verdade que elas poderiam te-lo detido em 1938. A Alemanha dispunha somente de uma dúzia de divisões, contra mais de 60 dos aliados, mas os líderes das democracias ocidentais não quiseram ver o perigo.
Em 1938, Hitler anexou a Áustria que foi chamada de Anschluss, outra ameaça lhe daria a região dos Sudetos.
Em Setembro de 1939 planejou a invasão da Polônia.
De acordo com a Política de Apaziguamento, os franceses e ingleses cediam às exigências da Alemanha na esperança de que Hitler satisfeito não arrastasse o continente para uma nova guerra.
Tudo mudou em 1º de abril de 1939, quando o ministro inglês, Chamberlain, declarou que defenderia a Polônia no caso de um ataque alemão.
Mas, em 23 de agosto do mesmo ano, o mundo assistiu a um espetáculo inesperado, uma noticia deixou todos atônitos, Alemanha e URSS assinaram um Pacto-de-não-agressão. Embora ideologicamente separadas, as nações combinaram secretamente em Hitler invadir a Polônia e dividi-la com a URSS. Porque anteriormente a Polônia era território russo e Alemão.
Quais motivos levariam Hitler e Stálin, inimigos declarados a assinarem um acordo. Porque 1º: A Polônia era um era território russo e alemão. 2º: Hitler sabia que ao invadir a Polônia iria desencadear uma guerra na Europa e não queria lutar em duas frentes, o acordo era apenas uma forma de ganhar tempo. Hitler conquistaria os territórios ingleses e franceses e depois o território soviético para a consolidação do III Reich, segundo o pensamento do Espaço Vital. 3º: Com o acordo, a URSS ocuparia o território da Estônia, Letônia e Finlândia.
O Pacto de não agressão foi o sinal para a invasão da Polônia. Às 04h45min da manhã de 1º de setembro de 1939, as tropas alemãs atravessaram as fronteiras. Dois dias depois diante da invasão, Inglaterra e França declararam guerra a Hitler.
Assim, como o economista britânico John Keynes havia previsto, as degradantes cláusulas do Tratado de Versalhes levaram o mundo a uma nova guerra. Porém, se em agosto de 1914, multidões entusiasmadas haviam se lançado às ruas de Londres, Berlim, Paris ou São Petersburgo para comemorar o início da I Guerra, em setembro de 1939, não houve nenhum alvoroço popular. O mundo sabia que essa seria a Guerra mais terrível de todas.


Esta guerra, de fato, é uma continuação da anterior” Churchill, Primeiro Ministro Inglês






domingo, 30 de outubro de 2011

Caça as Bruxas: Macarthismo

A Guerra Fria (1946-91) atingiu até um dos principais valores da civilização valores da civilização norte-americana: a liberdade individual. Joseph McCarthy, senador nos anos 50, implantou um movimento conservador denominado Macarthismo.
Esse movimento causou histeria na America do Norte. No auge da Guerra Fria, o FBI e agentes da CIA caçavam opositores comunistas. O Perigo Vermelho estava à solta.
Joseph McCarthy, formado em direito no ano de 1935, foi o juiz mais jovem de Winsconsin em 1939. Durante a Segunda Guerra, ele entrou para o Corpo de Fuzileiros Navais, onde foi promovido a capitão.
Quando foi eleito senador, McCarthy iniciou a chamada “caça as bruxas”, em clara alusão a época da inquisição. Para encontrar comunistas infiltrados no governo americano, ou apenas pessoas com idéias comunistas.
A idéia de McCarthy era de declaram morte aos comunistas. Para encontrá-los foram usadas técnicas suspeitas e foram feitas muitas acusações sem base existente.
Os EUA ficaram aflitos com a ameaça vermelha e trataram de lutar contra o comunismo. Mas não foi somente McCarthy o responsável pelo evento paranóico. Meses antes Mao Tzé-Tung, comunista, havia chegado ao poder na China e A URSS havia feito uma explosão com bomba atômica. Além do fato de que dentro do próprio território, um partido norte americano comunista havia sido acusado de planejar um ataque contra o governo.
A paranóia de que comunistas estavam invadindo os EUA, levou muitos artistas, como Charles Chaplin, perseguido pelo FBI por causa de suas idéias humanistas, a saírem do país.
O caso mais famoso, talvez seja do casal Rosenberg. Esse casal acusado de espionagem foram os únicos executados por esse crime nos EUA durante a Guerra Fria. Acredita-se que as informações passadas por eles ajudaram com o desenvolvimento da bomba atômica soviética. Em 1950 foram presos por suspeita de espionar e de serem comunistas, apesar negarem a acusação foram incriminados e levados a morte na cadeira elétrica em julho de 1953.
Comunistas eram identificados de várias maneiras, as táticas de interrogatório usada por McCarthy eram cruéis. Os próprios conservadores e liberais desaprovavam a conduta de McCarthy.
Em 1954, foi divulgada na TV, as audiências de interrogatório brutais, o responsável pelo feito foi o próprio presidente Eisenhower, que estava cansado com o movimento e queria divulgar as maldades cometidas por McCarthy.
No mesmo ano, ele teve seu poder e influência reduzidas. Mas o fim da Guerra da Coréia e morte de Stálin causaram a queda do Macarthismo.
Ainda hoje, McCarthy é lembrado pela tirania, embora não provocou um genocídio, mas a imprudência que usava para conseguir e justificar suas ações são igualáveis a de ditadores.


Joseph R. McCarthy expõe seu ponto de vista de maneira enérgica em uma audiência do Comitê Judiciário do senado


terça-feira, 16 de agosto de 2011

Lei da Biossegurança

     A partir da segunda metade do século XX, a descoberta do DNA e o uso da biotecnologia provocaram inúmeras mudanças sociais, econômicas e tecnológicas em todo o mundo. O fato de comercializar alimentos geneticamente modificados despertou no imaginário popular o medo e a possibilidade de por em circulação mutantes que ameacem a vida humana e o ambiente. Mas é preciso separar o que é fato e o que é versão, mantendo-se distantes de pontos extremistas, de um lado a crença cega na biotecnologia e na engenharia genética, por outro a desconfiança alarmada e desinformada dos céticos ambientalistas. É certo que os Organismos Geneticamente Modificados geram conflitos de opiniões distintas em qualquer canto do planeta, no qual a ciência é elemento fundamental. Polêmicas a parte, os alimentos transgênicos estão presentes na mesa de milhares de famílias, inclusive no Brasil.
Por isso, foi criada em 1989, no Congresso Nacional a Lei da Biossegurança. Com o objetivo de regulamentar qualquer atividade que envolva OGM e manter a qualidade de vida. Em 1995, foi estabelecida a CTNbio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) que tem o poder de aprovar ou não testes que envolvam alimentos transgênicos e manter a diversidade e integridade do patrimônio genético do Brasil.
Outro ponto importante da Lei de Biossegurança é o da rotulagem dos alimentos transgênicos, todo cidadão tem o direito de saber o que vai consumir por isso é necessário que a embalagem contenha a descrição da composição do alimento e a analise do alimento produzido através da biotecnologia.
Em uma pesquisa realizada em Brasília-DF, foi constado que a maioria que se apresentaram como OGM segue corretamente a lei da rotulagem de transgênicos, transmitindo assim a informação necessária para que o consumidor tenha o direito de escolha. Das 10 marcas pesquisadas, 8 apresentaram-se como transgênicas e estavam com o rotulo em conformidade com a lei, 1 marca não se apresentou como transgênica e somente 1 levantou suspeita quanto a origem da soja utilizada na fabricação.
Em meio a toda informação e discussão, uma coisa é certa, além de investir em pesquisas e aprimorar os estudos é necessário acompanhar o percurso da tecnociência, e  principalmente, entender a evolução genética e como ela pode melhorar o padrão de vida das pessoas. 



Empresa Monsanto, vista aérea. A empresa é responsável da maior parte de produção de transgênicos. 

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Lições de Geografia

  Nesse novo século, estamos sendo testemunhas de uma onda de novos conhecimentos e bombardeados de novas informações a cada momento, o que necessita de mais atenção. Isso não é algo novo, vem acontecendo através da história. Conhecemos o aumento de conhecimento e sua necessidade ao decorrer do tempo, da biblioteca de Alexandria a Wikipédia. Mas o que torna exclusivo esse século XXI é a quantidade de informação disponível e nossa visão de mundo sobre ela, influenciando a geopolítica mundial. Esse conhecimento difere do capital, dinheiro ou qualquer outro; no sentido de que ninguém fica sem conhecimento por dar conhecimento. Esse bem inesgotável é promissor para uma sociedade que quer se manter firme ao longo dos séculos, basta voltar ao passado e perceber que os maiores lideres caíram por não saber utilizar essa informação a seu favor, cabe destacar Hitler e Napoleão, que não conheciam o território dos inimigos, por isso perderam uma importante batalha. É nesse momento que entra a geografia, nas palavras de Yves Lacoste: “a geografia serve antes de mais nada para se fazer a guerra”. Não apenas para se fazer a guerra, mas também para evitá-la, como a ONU, um órgão criado pelos aliados ao fim da Segunda Guerra Mundial, que tem por objetivo promover a paz.
  A geografia é uma ciência interdisciplinar, descrita como o estudo da relação do homem e o meio, pois envolve todas as outras ciências de maneira abrangente. Ela está presente na nossa percepção de ambiente e localização, assim como nos campos de batalhas. Mas principalmente, ela é uma analise da realidade. 
Nos tempos de Guerra Fria, onde o mundo estava dividido entre dois pólos de poder, EUA, capitalista e URSS, socialista. Essa analise da realidade tornou-se extremamente importante, pois durante esse período de paz armada o mundo se sentia ameaçado, visto que qualquer passo podia ser entendido como um ultimato e causar uma guerra nuclear. 
  Em meados de 1990, com a queda da URSS, a tensão ideológica e política enfraqueceu. Porém, outras razões tais como desemprego, racismo e corrupção, vem tirando o sono de líderes mundiais. Nesse contexto a intolerância e a ignorância de alguns preocupam governos e da população  pode levar ao que Samuel Huntington chama de “choque de civilizações”, expressão usada para explicar o confronto de nações com ideologias diferentes e fundamentalistas.  
  E como Gandhi já dizia, “A verdade e o amor sempre venceram. Houve tiranos e assassinos e eles pareciam invencíveis. Mas, no final, sempre caem. Pense nisso... sempre...”.

Guerra do Iraque: Prédio do governo iraquiano após ser bombardeado pelas forças americanas. 21/03/2003